About

Mente, Corpo & Bytes_ agrega ideias e projetos surgidos ao longo de uma carreira multidisciplinar e que, somados à colaboração com pesquisadores de diferentes áreas, possibilitou-me integrar tais disciplinas no que hoje tomo como minhas principais áreas de atividade: a inteligência artificial (IA) e a neuropsicanálise.

De tais disciplinas agregam-se áreas inteiras: computação e engenharia podem, então, aproximar-se das neurociências e da psicologia. Mesmo inicialmente parecendo tão distintas, é surpreendente descobrir que as raízes do que hoje entendemos como ciências cognitivas estão suportadas na ambição de alguns em dotar as máquinas com suas mesmas capacidades interpretativas. Ousaria dizer que ambas as perspectivas estão suportadas nos mesmos pontos: a percepção e a atuação. Assim, criar algo à imagem e semelhança de outro não se restringiria à visão trazida pela antropologia e tampouco pela engenharia. Tratar-se-ia de um continuum entre percepções, registros e ações — fossem estas calcadas pela experiência, pela razão, pelas ideias ou, ademais, pela simples existência. 

Em suma, o Mente, Corpo & Bytes_ é um ponto de encontro e de digressão, de compartilhamento e de discussão. Com a mesma dinâmica, impermanência e incerteza inerente a qualquer sistema, este espaço será asseguradamente mantido no decorrer da minha pesquisa de doutorado (saiba mais aqui). Pesquisa esta com a qual espero poder contribuir para o entendimento de situações assim: cheias de incertezas.

Mapa do site


Mente, Corpo & Bytes_ é um site pessoal cujo principal objetivo é o de promover a pesquisa e a divulgação científica em IA e neuropsicanálise. Para tanto, e através de um formato de blog, propõe-se à publicação e discussão de conteúdos correspondentes às diferentes categorias de temas que se relacionam a estas duas áreas. 

O mapa mental abaixo dispõe a estrutura planejada para o site. Qualquer conteúdo aqui publicado deverá ser inserido em ao menos uma das categorias de temas principais, todos de alguma forma relacionados ao tema de IA ou neuropsicanálise. Mais distantes destes, talvez, estão as categorias Mercado e Gestão e Cotidiano. A primeira propõe-se a trazer conteúdos relacionados ao mercado financeiro (e como veremos, há sim interlocução com as duas áreas temáticas deste site). Além disso, discussões sobre gestão de projetos e gestão de qualidade são temas que devem permear qualquer atividade, seja ela acadêmica ou corporativa. Já na última categoria, Cotidiano, estão inseridas publicações com temas do dia a dia e que suportam ou inspiram os temas principais. As páginas principais, por sua vez, são páginas estáticas que visam a fornecer informações sobre este website e, em específico, sobre meu trabalho de pesquisa. Por fim, há ainda categorizações auxiliares, por idioma e por profundidade no tema, destinadas a auxiliar o leitor a encontrar o conteúdo mais apropriado para seu perfil. 

Sobre o autor


Quando criança fui introspectivo, observador e curioso, com direito a um próprio “laboratório” onde brincava de ser cientista. Desta época, aliás, meu grande achado foi apenas a convicção de que levaria esta brincadeira a sério em algum momento da minha carreira.

Entrei na faculdade e, antes mesmo, já tinha começado a trabalhar. O objetivo, além de me sustentar, era poder viajar. A introspecção, que sempre me acompanhara, teve de dividir espaço com um ímpeto de me comunicar. Descobri, afinal, que perguntar, discutir, expor e conversar eram muito complementares à capacidade de observar.

Graduei-me engenheiro eletricista e ganhei o mundo: com uma mochila nas costas e um já renovado passaporte nas mãos, troquei o serviço público no Brasil por um ano como pesquisador visitante em Portugal, no período em que cursava meu mestrado em computação. Aprendi muito. Mas muito disso veio das pessoas com quem convivi. Viajei para a Ásia e para a África. Para a Bolívia e para a Noruega. E entre lugares, sabores e dissabores, comecei a delinear aquele que seria meu principal objeto de pesquisa: os processos de percepção e de tomada de decisão.

Esta questão tomou proporções maiores, do ponto de vista acadêmico, quando meu então orientador da Universidade Nova de Lisboa, Prof. José Manuel Fonseca, indagou-me o porquê de identificarmos tão facilmente os objetos em um banco de imagens de baixa qualidade, enquanto nossos algoritmos estavam muito aquém de terem o mesmo sucesso. Conseguimos, por fim, ajustar nossa heurística para a taxa de acerto desejada. Mas o questionamento sobre nossa percepção permanecera em aberto…

Voltei ao Brasil em 2012 e passei a integrar, como Trainee, o time de Tecnologia da GVT — uma empresa de Telecomunicações sediada em Curitiba e reconhecida por sua capacidade de inovação, mais tarde incorporada à Telefônica Vivo, com sede na Espanha. Desde então, minha principal atividade esteve sempre associada a projetos de inovação; desenvolvimento de produtos; e prospecção de tecnologia. Incluindo, nestas atividades, a aproximação e a elaboração de parcerias técnico-científicas com universidades e diferentes setores da iniciativa privada.

Em 2014 passei a me envolver diretamente em projetos relacionados às então emergentes tecnologias para big data e analytics, os quais me trouxeram importantes insights sobre a necessidade de se modelar o problema e aprofundar seu entendimento, antes mesmo de se tentar aplicar quaisquer técnicas de IA ou de machine learning. A partir destes casos, os questionamentos sobre os processos de percepção e de decisão humanos reemergiram. Na busca por justificativas a estas questões, aproximei-me da neuropsicanálise e da teoria da informação, ambas constituindo as bases teóricas de minha pesquisa de doutorado, a qual iniciei em 2017 no LABIC – Laboratório de Bioinformática e Inteligência Computacional Aplicada da UTFPR.